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Supercut – Split focus

Supercut – Split focus

Por se tratar de imagens em movimento projetadas em duas dimensões (vamos ignorar a exceção do 3D, assim como a maioria dos cineastas o ignoram como linguagem), o Cinema buscou caminhos para simular a profundidade de campo e aproximar o que é visto na tela da visão natural do olho humano.  O mais comum é um emprego do desfoque, destacando o assunto principal do resto do quadro.

No entanto, simular a realidade quase nunca é o objetivo do Cinema, subvertê-la é natural a qualquer arte, com os filmes não seria diferente. Um grande exemplo disso é o deep focus que se tornou famoso ao ser empregado em larga escala por Orson Wells em Cidadão Kane, a técnica consiste em manter tudo no quadro em foco, o visual foi alcançado por diversos truques do diretor de fotografia Gregg Toland, sendo principalmente, o emprego de composites de tomadas filmadas separadamente e unificadas em uma impressora ótica via matting process.

Posteriormente, entre 1960 e 1980, se popularizou o split focus diopter, um filtro acoplado em frente a lente com um vidro convexo que ocupa apenas a metade de seu diâmetro, o que literalmente divide o foco possibilitando tomadas com split focus (foco dividido) filmadas simultaneamentenão chega a ser deep focus, pois não existe uma continuidade do foco, percebe-se claramente um borrão ao redor do assunto em primeiro plano. Outros truques óticos são utilizados, como o processo criado por Gregg Toland. Um dos grandes entusiastas do split focus, Brian de Palma, também usa composites em cenas impossíveis de serem capturadas com o split diopter, outros cineastas também preferem composites para evitar o borrado que surge na divisão.

Split Diopter – Filtro que cria o efeito.
Cães de Aluguel - O borrado revela de maneira gritante o uso do Split Diopter.
Em Cães de Aluguel o borrado revela de maneira gritante o uso do Split Diopter.
Já em Pulp Fiction, Tarantino esconde o efeito pela linha vertical da parede.
Já em Pulp Fiction, Tarantino esconde o efeito com a linha vertical da parede.

O split focus tem um impacto gigante na tela em virtude da desorientação imediata que provoca no espectador, e trata-se de uma técnica cinematográfica em essência. Dito isso, fiz um supercut mostrando algumas das tomadas com o efeito realizadas ao longo de décadas, iniciando nas mais antigas experiências com deep focus e se concentrando nas cenas realizadas com split focus diopter.

Todas as alterações de George Lucas na Saga Star Wars.

Todas as alterações de George Lucas na Saga Star Wars.

Como criador de Star Wars, George Lucas é Deus, e como todo Deus, é difícil compreender seus desígnios, ou como diria a sabedoria popular: “Lucas escreve certo por linhas tortas”.

Lucas não cansou de remodelar sua obra ao longo dos anos, o confronto entre Solo e Greedo, por exemplo, já teve mais versões que a quantidade de episódios da Saga, Solo já atirou antes, depois, ao mesmo tempo, até chegar numa incompreensível montagem que não dá pra saber ao certo quem atirou em quem.

Algumas mudanças são fáceis de entender, em cada relançamento em melhor definição, os olhos de bolas de gude dos Ewoks, por exemplo, ficariam mais risíveis, então não tem problema enchê-los de vida, mas trocar o rosto do Sebastian Shaw pelo do Hayden Christensen? Bem, não vou julgar, pois seria pecado. Como Jedi fiel, preciso simplesmente me resignar.

Em fim, toda essa introdução foi pra divulgar o trabalho do usuário do Youtube, Marcelo Zuniga que compilou todas as alterações de George Lucas em Star Wars, alterações que se iniciaram em 1981 e foram mais impactantes no relançamento dos cinemas de 1997. Confira nos vídeos abaixo.

Star Wars Uma Nova Esperança Parte 01

Star Wars Uma Nova Esperança Parte 2.

Star Wars O Império Contra-ataca.

Star Wars O Retorno de Jedi.

Star Wars A Ameaça Fantasma.

Se Lucas é Deus, agora a saga tem seu Jesus Cristo, J.J. Abrams, vamos ver como ele se sai com o Novo Testamento representado por O Despertar da Força.

E se a febre dos Super-Heróis tivesse invadido a velha Hollywood?

E se a febre dos Super-Heróis tivesse invadido a velha Hollywood?

É o que o ilustrador Joe Phillips responde na série “Silver Screen Heroes” que mostra pôsteres de filmes de Super-Heróis interpretados por astros das décadas de 1940-1950. Confira alguns:

jp-aquaman jp-batman jp-ironman jp-jokerswild jp-powergirl jp-superman

jp-hulk

jp-wonderwoman

 

Shirley Maclaine como Arlequina. <3 <3 <3 <3 <3

Confira mais peças da série na página do facebook do artista.

Via Raven.

Zona #002 – Comic-Con, Intolerância Religiosa, O Exterminador do Futuro e Foda-se

Zona #002 – Comic-Con, Intolerância Religiosa, O Exterminador do Futuro e Foda-se

No segundo episódio do Zona, Caio Vianna e Rodrigo Rigaud conseguem a proeza de partir de uma discussão sobre o novo Exterminador do Futuro em exibição nos cinemas e descambar em um protesto contra a intolerância religiosa, ou religiosos intolerantes, me perdi aqui.

Dissecando o vídeo de Star Wars da Comic Con 2015.

Dissecando o vídeo de Star Wars da Comic Con 2015.

A Comic Con 2015 não trouxe um novo trailer de Star Wars The Force Awakens, mas trouxe esse maravilhoso e emocionante making of com algumas novidades. Como na ocasião do lançamento do Teaser e do Trailer, comentarei algumas coisas que notei no vídeo. Primeiro assistam essa delicinha:

Agora sim, podemos começar.

BB-8 não tão funcional

O BB-8 é 100% prático, mas não é 100% funcional, nessa cena tem um homenzinho verde controlando os movimentos dele no deserto.

C3PO Braço Vermelho

 O braço vermelho do C3PO.

General Hux

 Domhnall Gleeson será o General Hux, não ficaria surpreso se o sobrenome dele for Tarkin.

Desenho de Produção fabuloso

Cara, olha que visual! PQP.

Exímia piloto

Rey é uma exímia piloto. Teria puxado ao pai?

Novo Jabba

Jakku tem seu próprio Jabba.

Película

Rodando o filme em película, The Force Awakens ganha camadas extras de importância.

Planeta Yavin

Seria as ruínas da Base Rebelde na lua do Planeta Yavin?

Yavin

Para quem não lembra, essa é a Lua do Planeta Yavin, base secreta da Aliança Rebelde no Star Wars original.

Poe Dameron Cativo

Poe Dameron cativo dos Stormtroopers, será que a deserção do Finn foi acompanhada da fuga do Poe? Seria o Poe tocando o terror com uma Tie-Fighter no Trailer?

Primeiras Cenas

A claquete confirma o que eu disse desde o primeiro teaser: A cena do desembarque dos Stormtroopers ocorrerá no início do filme, a Cena 03 mais precisamente.

Princesa

Já essa cena parece ser a gravação do momento em que Leia recebe o sabre de luz do Luke no trailer. Se for, acontece bem próximo do final.

Que homem

Quem homem!

Que mulher

Que mulher!

Stormtrooper do Diabo

 Uma coisa que me incomoda em Jakku é o fato de não ser apenas o deserto que lembra Tatooine, a arquitetura do planeta também é parecida. Por que não ser Tatooine logo, então?

flame.0

Mas é tão bonito os Stormtrooper de lança-chamas. Aliás, no primeiro filme os tios do Luke são carbonizados por Stormtroopers, essa cena e outra vista no trailer, deixa claro que The Force Awakens vai trazê-los de maneira mais ameaçadora como naquele início da saga.

Chewie

Chewie tem sim um pouco de pelugem grisalha.

Ackbar e Nunb

Ackbar e Nunb estão realmente de volta! Aliás, com Nunb no filme, será que teremos pelo menos uma citação sobre Lando?

Anthony Daniels e Simon Pegg

O brilho nos olhos de Simon Pegg e Anthony Daniels definem esse momento de expectativa.

Notaram alguma outra coisa no vídeo? Que venha os próximos materiais de divulgação, ainda resta saber o papel de Max Von Sydow.

Criterion +Arte ou Criterion = Arte. Tanto faz.

Criterion +Arte ou Criterion = Arte. Tanto faz.

Quem é cinéfilo e gosta de ter seus filmes em casa nas mídias físicas, sabe que a Criterion Collection, desde a época do Laser Disc, é insuperável em suas edições, tanto no catálogo de filmes, quanto na apresentação deles em artes distintas de qualquer outro material da produção em questão, sempre belíssimas. E para ilustrar o quanto a marca é sinônimo de arte,  o designer filipino Eisen Bernard Bernardo fez essa série magnífica de colagens sobrepondo as capas da Criterion Collection em pinturas famosas.

A Batalha de Argel

A Batlha de Argel de Gillo Pontecorvo + A criação de Adão de Michelangelo

A Última Tentação de Cristo

A Última Tentação de Cristo de Martin Scorsese + Retrato de Oswald Achenbach de Ludwig des Coudres.

Amor a Flor da Pele

Amor a Flor da Pele de Wong Kar-Wai + Jovem Moça com Jaqueta Vermelha de James Tissot

Azul é a Cor Mais Quente

Azul é a Cor Mais Quente de Abdellatif Kechiche + Damon e Aglae de Solomon Simeon

Cinzas do paraíso

Cinzas do Paraíso de Terrence Malick + O Mundo de Christina de Andrew Wyeth

L'Aventura

L’Avventura de Michelangelo Antonioni + O Pedido de Frederick Morgan

O Anticristo

O Anticristo de Lars Von Trier + Danae Artemisia de Gentileschi

O Sétimo Selo

O Sétimo Selo de Ingmar Bergman + Uma Manhã na porta do Louvre de Édouard Debat-Ponsan

Mais colagens da página do artista, clicando aqui.

Papo de Cinema: Schwarzza e outros astros rejuvenescidos nos filmes através de efeitos especiais.

Papo de Cinema: Schwarzza e outros astros rejuvenescidos nos filmes através de efeitos especiais.

O Exterminador do Futuro Gênesis estreou mal nas bilheterias, mas despertou curiosidade de muitos para uma cena em que o personagem de Arnold Schwarzenegger, T-800, enfrenta sua versão jovem, se não tivessem revelado tudo nos trailers, talvez o público se importasse de ver a cena nos cinemas, mas divago.

O post é pra mostrar que não foi a primeira vez que um astro foi rejuvenescido nos cinema através da tecnologia (também tiveram outras tentativas na maioria desastrosas, sem cgi, como mostrei nesse outro post), abaixo mostro alguns dos maiores esforços nesse sentido, que deixa bem claro que simular rostos humanos continua sendo um dos maiores pesadelos das empresas de efeitos especiais.

Em 2006, X-Men – O Confronto Final, revelou a versão anos 80 de Erik Lehnsherr e Charles Xavier (e não parecia em nada com James McAvoy e Michael Fassbender :P), o diretor Brett Ratner optou por um processo inovador do Estúdio de Efeitos Visuais Lola VFX que rejuvenesceu Patrick Stewart e Ian McKellen, os atores filmaram suas cenas sem nenhum tipo de marcação na pele, utilizando maquiagem comum, já na pós-produção, enxertos de pele digital tiradas de uma banco de dados de texturas de pele foram acrescentadas frame por frame, um cirurgião plástico serviu como consultor para garantir precisão. Lembro que na época da produção de Dragão Vermelho, também dirigido pelo Ratner, surgiu um rumor de o rosto de Anthony Hopkins seria rejuvenescido por um processo semelhante, o efeito provavelmente não teve um bom resultado, mas Ratner não desistiu e utilizou em O Confronto Final. Até hoje continua um dos processos mais bem feitos de rejuvenescimento, clique e arraste o mouse sobre as fotos para ver o antes e depois.

Em 2008 foi a vez de David Fincher utilizar de efeitos especiais semelhantes para as fases jovens de Brad Pitt e Cate Blanchett em O Curioso Caso de Benjamin Button, mas o processo parece não ter evoluído muito nos 2 anos que separam as produções. Por isso, Fincher optou por manter o rosto de Pitt sempre em pouca luz e o de Blanchett sempre com uma pesada maquiagem de bailarina. O resultado do rosto envelhecido (também digital) ficou bem melhor.

Brad Pitt Jovem vs OriginalBrad Pitt Jovem 2

No antes e depois, uma cena com Cate Blanchett em sua idade real e outra com sua personagem aos 20 anos.

Sem ter o trunfo do pioneirismo de Tron  (1982), Tron – O Legado (2010) tentou trazer algumas inovações com o 3D e com o rejuvenescimento de Jeff Bridges pela técnica Emotion Capture da Digital Domain (a mesma utilizada em Avatar), as expressões faciais do ator foram capturadas com a marcação de 52 pontos no rosto dele e atribuídas a um cabeça em CGI feita com base em fotos e vídeos de arquivo do jovem Bridges. Por último, o rosto digital foi sobreposto ao de um dublê. Na imagem parada até engana, mas em movimento, o resultado é inferior a maquiagem digital de Benjamin Button e O Confronto Final.

Mas não tão desastroso quanto o de Ajuste de Contas (2013), produção que colocou no ringue duas das maiores lendas de filmes sobre boxe, Robert De Niro que interpretou Jake La Motta e Sylvester Stallone com o seu onipresente Rocky. Dirigido pelo preguiçoso Peter Segal, só poderia render efeitos visuais preguiçosos, a recriação foi feita sobrepondo um inexpressivo rosto digital dos atores sobre o corpo de dublês, o resultado foi terrível, Sly ficou parecido com o Jason Voorhees.

Robert DeNiro Jovem CGI Sylvester Stallone Jovem CGI

 

Por fim, temos o rejuvenescimento de Arnold Schwarzenegger que já havia sido realizado em Terminator Salvation (2011),  através de um boneco totalmente digital. A cena funciona pela brevidade e pelo fato de ser a primeira versão do cyborg T-800, assim, era presumível aceitar o aspecto emborrachado.

Arnold Schwarzenegger Terminator Salvation

O efeito foi aprimorado para o quinto filme da série, que estreou essa semana nos cinemas, um fisiculturista com medidas parecidas foi utilizado como dublê, mas seu corpo ainda precisou ser digitalmente modificado para se aproximar do corpo do jovem Schwarzza, o rosto do T-800 foi recriado inteiramente no computador. Confira no antes e depois abaixo, uma comparação com a cena do Exterminador do Futuro original de 1984 e a recriada para o novo filme.

Terminator Genysis Dublê de Corpo

De X-Men O Confronto Final até O Exterminador do Futuro Gênesis, temos quase 10 anos de evolução dos efeitos de rejuvenescimento, qual efeito ficou o melhor?

Easter Eggs em Jurassic World.

Easter Eggs em Jurassic World.

Jurassic World estreou no último final de semana ultrapassando até mesmo as expectativas dos produtores ao bater o recorde de melhor abertura (antes pertencente a Os Vingadores) nos Estados Unidos onde fez U$ 209 Milhões e mundial ao tornar-se o filme que mais rápido ultrapassou a marca dos U$ 500 milhões.

Um misto de boa campanha de marketing com a nostalgia provocada nos fãs do filme original, agora com mais de 30, que sem dúvida lotaram as salas com suas proles. E não faltou homenagens aos originais para alegrar esse público, abaixo, apresento alguns dos easter eggs que podem ser vistos em Jurassic World, muitos deles, revelados ainda nos trailers. Alguns com leves Spoilers, então cuidado.

John Hammond, criador do parque original vivido pelo saudoso Richard Attenborough aparece em uma imponente estátua de bronze na entrada do laboatório que leva o seu nome.

01 John Hammond

O portão do parque original foi recriado, no trailer ele aparenta ser mais futurista, mas no filme, o portão é diferente, se assemelhando mais ao portão original.

02 Portões

Um livro escrito pelo divo Dr. Ian Malcolm intitulado “God Creates Dinosaurs”, extraído de uma frase dita pela Dr. Ellie Sattler (Laura Dern) no original aparece nas mãos de Zara, assistente de Claire, que acaba virando babá das crianças e também na mesa do funcionário old school que é fã do parque original.

03 Ian Malcoln

O terceiro filme também foi lembrado, o esqueleto do Espinossauro aparece na praça de alimentação do novo parque. (UPDATE: Um leitor lembrou que quando o T-Rex é libertado, ele detona o esqueleto numa vingança pessoal)

04 Espinossauro

Nem precisa dizer nada sobre as próximas três referências, né?

05 Crianças em Perigo 06 Ilha08 Galiminus

 Parece que o Tiranossauro Rex finalmente se rendeu e passou a comer as pobres cabras na frente do público, o cenário é a Floresta dos Estegossauros vista em O Mundo Perdido, um erro, já que o Mundo Perdido se passava na Ilha Sorna e não na Ilha Nublar do parque original, mas quem liga? Afinal, O Mundo Perdido já tinha errado ao colocar uma floresta claramente de Clima Temperado em uma Ilha Tropical.

07 Cabra

Perseguição enquadrada de maneira similar a algumas vistas no primeiro e segundo filme dirigidos por Spielberg.

09 Perseguição

Cleaver Girl!

10 Clever Girl

O Tiranossauro Rex continua adorando sinalizadores.

12 Sinalizadores

 Um dos poucos animatronics do novo filme.

11 Dino dodói

Falando em animatronics, o restaurante visto em Jurassic World leva o nome de Stan Winston, o lendário supervisor de efeitos especiais que criou os do filme original.

13 Stan Winston

Quando Karen (Judy Greer) vai deixar os filhos no Aeroporto, ela diz para o mais novo apertar o botão verde do celular para responder quando ela ligar. A mesma orientação que o Sr. Hammond passa para Ellie no original.

14 Green Button

 O Sr. DNA está de volta, ele aparece rapidamente em um dos painéis do Museu no salão principal de Jurassic World.

18 Sr. DNA

 O antigo salão também está de volta, os novos personagens encontram, entre outras coisas, a faixa “when dinosaurs ruled the earth” e os óculos de visão noturna.

15 Antigo Salão

Outro objeto do filme original é o Jeep que os garotos consertam para fugir, é possível ver o número 029 no retrovisor, ou seja, é o mesmo onde os personagens do original estão quando avistam o Brontossauro pela primeira vez.

16 Carro

Pra finalizar a minha referência preferida no sangue que pinga no braço de um dos soldados, as duas gotas seguem caminhos diferentes, uma referência clara a cena na qual o Dr. Ian Malcolm explica a teoria do caos para a Dr. Ellie.

17 Teoria do Caos

 Outras referências ao cinema de Steven Spielberg em geral também podem ser vistas, a problemática relação entre pais e filhos, o tubarão branco, e o Chris Pratt em uma cena, parece fazer um teste para viver o novo Indiana Jones.

Deixem nos comentários outras referências que vocês notaram.

Videocast: Zona #001

Videocast: Zona #001

Os amigos Caio Vianna e Rodrigo Rigaud, críticos de cinema do finado Site Zona Crítica, resolveram continuar o projeto em forma de videocast intitulado ZONA. E a casa do programa será aqui no Doutor Caligari, fiquem com o piloto:

Os efeitos especiais de Mad Max Fury Road.

Os efeitos especiais de Mad Max Fury Road.

Quando George Miller resolveu tomar as rédeas do desenvolvimento do novo Mad Max, o diretor iniciou um longo período de desenvolvimento que teve vários inícios abortados, culminando em um assustadoramente longo e problemático período de seis meses de filmagem no deserto da Namíbia. O diretor de Fotografia John Seale utilizou várias câmeras digitais para capturar acrobacias incríveis com mais de 150 veículos concebidos pelo designer de produção Colin Gibson e os efeitos práticos supervisionados por Andy Williams e Dan Oliver e pelo coordenador de dublês Guy Norris.

Mas a intensa filmagem da Namíbia, além de filmagens adicionais em Sydney, foi apenas metade da história na criação do espetáculo insano de ação que se tornou Fury Road. Centenas de artistas de efeitos visuais, liderados pelo supervisor geral Andrew Jackson, ainda gastaram um tempo considerável na elaboração de mais de 2.000 tomadas de VFX (para se ter uma ideia, A Ameaça Fantasma tinha 1.965 tomadas com efeitos) em um esforço conjunto de várias empresas como Method Studios, Black Ginger, The Third Floor e uma equipe interna da produção apelidada de Fury FX. E isso ainda não foi o final, depois seguiu-se o primoroso trabalho de manipulação pelo colorista Eric Whipp, que garantiu o absurdo contraste entre o laranja das cenas diurnas e o azul das noturnas.

Aqui veremos como parte desses efeitos foram concebidos partindo de um excelente artigo produzido pelo site FXGuide.

Criando a Cidadela.

A Cidadela comandada por Immortan Joe foi produzida através de uma combinação da fotografia principal na Namíbia, filmagens no estúdio em Sydney e CGI tendo como referências visuais montanhas da Jordânia e da própria Austrália. Foram utilizados 150 figurantes que depois foram multiplicados para 30.000.

 A cidadela construída em CGI com referências visuais de textura de montanhas reais.

Multiplicação de figurantes em tomada realizada em locação na Namíbia.

Cena gravada no estúdio em Sidney, Austrália.

Dentro da tempestade tóxica

Uma impressionante combinação de fotografia real na Namíbia de vários carros, tomadas em greenscreen, dublês e partículas digitais complexas simulando a poeira da tempestade. Uma sequência que poderia mais facilmente ter sido concebida quase completamente em CGI, foi toda filmada com veículos reais em locação e ampliada na pós-produção, para garantir movimentos de câmera realistas, por isso Fury Road não tem câmeras impossíveis que passeiam pelo cenário atravessando barreiras físicas como vidros como muitos diretores provavelmente filmariam (em alguns momentos objetos e até “Kamicrazies” são jogados em direção a tela, mas não ocorre o oposto). Existe um layout real de todas as tomadas, que foram gradualmente crescendo, ganhando novas camadas de efeitos. Algumas cenas até foram finalizadas sem sobrar nada do que realmente foi filmado, exceto a câmera e as posições onde os principais elementos da composição estavam, assim todos os takes herdaram algo real.

Três tomadas onde parte das cenas filmadas em locação “sobreviveu”.

E duas que foram completamente substituídas por CGI, mas a partir de ângulos de câmeras concebidos em locação.

Através do canyon

Basicamente, a simulação de poeira foi substituída pela ampliação do Canyon da locação aumentando sua altura e o estreitando em alguns lugares. A explosão provocada pela Imperatriz Furiosa para evitar a passagem do comboio de Immortan Joe e que deixou o empresário Marco Gomes confuso no Twitter foi feita em uma pedreira na região próxima as locações e depois acrescentada na fotografia principal do Canyon.

Modificação da geografia na pós-produção.

A explosão filmada em uma pedreira e a composição final da cena.

A noite americana.

A seqüência noturna onde Max e Furiosa atolam na ida, mas não atolam na volta (:P) foi filmada no deserto da Namíbia à luz do dia, ficando a cargo do colorista Eric Chicote criar a noite americana (como é conhecido o efeito de transformar dia em noite) azulada do filme, aqui fica bem clara a maestria e o  planejamento da equipe de Miller que filmou as sequências com superexposição, em vez da tradicional baixa exposição utilizada para trocar o dia pela noite, o que garantiu muito mais detalhes e menos ruídos e um contraste visual perfeito com o laranja do dia ou nas cenas em que as esposas fugitivas do Immortan Joe surgem iluminadas pela luz de velas, enquanto o resto da composição do quadro permanece mergulhado no azul.

O braço da Furiosa.

Charlize Theron utilizou uma manga verde no braço em todas as suas cenas.

A perseguição final

A seqüência fez uso de inúmeros takes gravados na Namíbia e traz muitos dos efeitos vistos nas sequências anteriores, incluindo ações estáticas que receberam fundos em movimento, ampliação do canyon, acrobacias e colisões reais de veículos. Todos os veículos tiveram um modelo digital com os mesmos detalhes dos reais e foram acrescentados nos planos gerais. Surpreendentemente, a batida final com peças de veículos, metais e a guitarra do Como-Doof Warrior sendo lançada em direção a câmera foi em grande parte realizada com efeitos práticos. Cada peça foi filmada separadamente em frente a um greenscreen e depois acrescentada a batida filmada em locação.

Guitarra Before

A guitarra era real!

Para finalizar, um vídeo mostrando um pouco do trabalho igualmente insano dos dublês.

Além de todos esses efeitos, as cenas também tiveram os céus alterados e modificações mais simples como apagar os cabos que seguram os dublês. Vale a pena ler o artigo completo do FXGuide.

Todo esse esforço, aliado ao roteiro e a montagem fizeram de Mad Max Fury Road a obra-prima que é e entregam a lição de que o problema das superproduções atuais não é o excesso de CGI e sim a forma preguiçosa como eles são utilizados. George Miller merece nosso aplauso.