sexta-feira, 30 de abril de 2010

Texto de Michael Moore na Time sobre Lula

Vou publicar a tradução do texto escrito pelo cineasta Michael Moore sobre o presidente Lula que acompanha o perfil dele na lista de líderes mais influentes do mundo:

Da revista Time:

Quando os brasileiros primeiro elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente, em 2002, os barões do país [robber barons] checaram o tanque de combustível de seus jatos privados. Eles haviam tornado o Brasil um dos países mais desiguais da terra e então parecia ter chegado a hora da “vingança”. Lula, 64, era um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina — na verdade, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores — que tinha sido preso por liderar uma greve.

Quando Lula finalmente conquistou a presidência, depois de três tentativas fracassadas, ele era uma figura familiar na vida nacional. Mas o que levou à política? Foi seu conhecimento pessoal do quanto é duro para muitos brasileiros trabalhar para sobreviver? Ser forçado a deixar a escola na quinta série para ajudar a família? Trabalhar como engraxate? Ter perdido um dedo em um acidente de trabalho?

Não, foi quando aos 25 anos de idade ele viu a esposa Maria morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com o filho, por não poderem pagar um tratamento médico decente.

Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deixem as pessoas terem bom atendimento médico e elas vão causar muito menos problemas para vocês.

E aqui há uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula — ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e vai servir até o fim do ano — é de que quando ele tenta colocar o Brasil no Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, desenhado para acabar com a fome, e com planos para melhorar a educação disponível para os trabalhadores do Brasil, faz os Estados Unidos parecerem cada vez mais um país do velho Terceiro Mundo.

O que Lula quer para o Brasil é o que um dia chamamos de Sonho Americano. Nós, nos Estados Unidos, onde o 1% no topo da escala tem mais riqueza financeira que os 95% da base combinados, estamos vivendo em uma sociedade que está ficando rapidamente cada vez mais parecida com a do Brasil.

Tradução do blog do Luiz Carlos Azenha. Outra tradução pode ser vista aqui.

O motivo de publicar a tradução é dar um mínimo de destaque a um fato marcante que vem sendo desmerecido pela impressa brasileira que de imparcial não tem absolutamente nada, a UOL (FOLHA) e outros veículos, passaram o dia diminuindo a importância da notícia da TIME que apontava Lula como o líder mais influente, sim, Lula aparecia em primeiro, mas depois de descobrirem que não é um ranking e sim uma lista em que os 25 escolhidos se apresentam com o mesmo grau de importância, tentaram transformar o fato em algo negativo, como "TIME nega ter escolhido Lula o líder mais influente do mundo"!

Como se o Lula ou alguém da base governista tivesse afirmado isso, a imprensa do mundo todo destacou a manchete dessa maneira, vejam exemplos de manchetes de jornais internacionais: "Lula da Silva, líder más influyente del año" "Lula da Silva es el líder más influyente del mundo según la revista 'Time', a imprensa brasileira causou tanta confusão que a TIME tirou a numeração da lista, embora LULA ainda esteja no topo dela, não importa se ele é o primeiro ou não, o que importa é que ele foi escolhido um dos lideres mais influentes do mundo, e isso, dado a importância e seriedade da TIME Magazine, mostra o excelente trabalho que o presidente desenvolveu pelo menos na política internacional, e a oposição ainda afirma que a política externa do Brasil é um dos pontos mais fracos do governo. Se FHC aparecesse um dia na lista, daria para sentir os orgasmos que os jornalistas teriam apenas pelas palavras do texto, lembro do estardalhaço que mídia criou, quando ele foi convidado para ser um simples consultor para a ONU, hoje Lula é cotado para assumir a presidência da instituição, com apoio direto de várias lideranças internacionais, a Índia mesmo, disse que abre mão de oferecer um candidato, caso o nosso presidente aceite se candidatar. Vemos algo sobre isso nas manchetes dos jornais? Obviamente que não.

Lula elevou o Brasil para um status de respeito, a todo momento surgem noticias pelo mundo todo destacando a importância do país como liderança, mas a direita e a imprensa parecem querer o nosso país no "cantinho" dele, na "coleira" dos norte-americanos, o espírito de vira-lata ainda reina, e por motivos mesquinhos, em sua vã tentativa de descredibilizar o presidente, a imprensa e a direita, não se importam de descredibilizar junto, o Brasil.

Confira a lista completa no site oficial da TIME.

UPDATE: achei inetressante o que site da revista postou sobre o assunto estou linkando aqui.

P.S. Embora não seja partidário de nenhuma legenda, apoio e respeito o Presidente Lula.

18 comentários:

  1. Vinicius, acho que o Lula é um fenômeno,independente de algumas(muitas) cagadas e talvez(posso estar falando besteira)mais importante que Getúlio Vargas.Nada mais merecido,embora eu não acredite muito na postura contestadoro do Michael Moore.

    Cara queria tua opinião lá no Pimenta.Me aventurei a passar minha impressão sobre Matar ou Morrer do Fred Zinnemann e nada melhor que ter a opinião de um especialista lá.Abrç parceiro!

    http://pimentazen.blogspot.com/2010/04/uma-solidao-colossal.html
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  2. vc não está falando besteria não, embora alguns tropeços, alguns porque a maioria é invenção da midia ou ao menso aumentado por ela!
    Sem dúvida alguma Lula daqui a algumas décadas será tão lembrado quanto Getulio e JK! isso é fato!

    passando lá no Pimenta!
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  3. Não sou muito ligado em política e muito menos no Lula, mas é visível que ele elevou o Brasil a um novo patamar e tenta melhorar em muitos aspectos o Brasil e mereceu esse título, é bom para todos verem que, sim, o Brasil existe !
    Afinal Barack Obama não é o Rei do Mundo e os Estados Unidos não o centro de tudo.
    E falando nissso belo texto de Michael Moore. E ótimo seu post, se não fosse você, nem saberia de nada disso.
    hehehehehehe
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  4. Vinicius, sempre vejo seu blog, é excelente parabéns! Excelente é também o texto de Moore e seus comentários sobre ele. Adicionarei um link à ele no Blog!
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  5. Concordo em muitos pontos com a sua opnião. A muitos anos que a imprensa fica tentando sempre denegrir a imagem de Lula. Eu sou um crítico ferrenho de Lula e suas políticas sociais, que, embora eu ache que ajude muita gente necessitada, são um ônus gigantesco para o governo e não contribuem para um crescimento econômico a longo prazo, mas sou obrigado a concordar que Lula fez um ótimo trabalho como presidente nesses últimos 7 anos. A economia do país esta estabilizada, o país se tornou a maior potência do hemisfério sul e não duvido que nos próximos o Brasil possa fazer parte do Conselho de Segurança da ONU como membro permanente. Eu acho que nós, brasileiros, somos burros. Criticamos a pessoa certa pelos motivos errados (nem sempre) e continuamos a errar em nossas escolhas eleição após eleição, again e again. Só me pergunto quando deixaremos de ser colonia e ignorantes.
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  6. Cara...realmente você está bem equivocado, não sei que "respeito exterior" você fala. A Política externa do Brasil é um sucesso?, apoiando países terroristas como o Irã ou simpatizantes como Chavez e Fidel?, que torturam e matam a democracia.
    E sinceramente, o Michael Moore não sabe o que diz....elogiar projetos como FOME ZERO?, um programa falido que mudou de nome e virou "Bolsa-Familia", uma ideia já aplicada pelo governo FHC.
    São inúmeras incongruências que nem merecem ser comentadas.
    Sugiro que continue a falar de cinema, porque realmente política não é a de vocês mesmo.
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  7. Um ato falho desse site..."Se dizer apartidário" e publicar elogios rasgados a política externa atual. Ao dizer "apoio e respeito o Presidente Lula", tomou partido sim.
    Gosto do seu site pelos textos maravilhosos que publica sobre cinema, mas confesso uma decepção, ao ler o apoio explicito a uma política externa que ignora a democracia e apoia a ditadura.
    Revejam seus conceitos.
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  8. Petista descarado!
    meeeeuuuuuu DEUUUUSSSS!!!
    não volto mais a esse blog.
    falta colocar uma estrela lá me cima junto ao nome do teu blog.
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  9. Ok, porta de entrada é a mesma da saída! infelizmente, ao postar isso aqui eu sabia que ia enfrentar pessoas que não sabem diferenciar visão politica do resto, se tem uma visão oposta, imediamtamente a pessoa se torna burra ou inimiga mortal!

    agora discordo que respeitar o persidente lula seja tomar partido, muito menos ser petista, se for ver por essa logica torpe, o PT é o maior partido do país, visto que Lula tem 80% de aprovação, por essa logica, o80% dos pbrasileiros seriam Petistas não é mesmo?
    Fala sério!
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  10. cara, fiz uma tradução um pouco melhor que essa do azenha. Tá no meu blog, se vc quiser usar:
    http://auguriosdeprimavera.blogspot.com/2010/04/luiz-inacio-lula-da-silva-perfil.html
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  11. é amigo, vc definitivamente é um petista, tá estampado na cara, ou melhor, no seu blog. pensei que fosse centrado em cinema, mas tudo certo, o mundo não é perfeito. deve receber um dos bolsa alguma coisa aí.
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  12. Bem, como não considero nenhum crime ser petista, e como realmente abomino qualquer um que apoie a filosofia tucana de governar, tudo bem que achem isso!
    Embora com exceção do presidente Lula, jamais tenha votado em outro petista! Sempre votei em candidatos de esquerda, mas não em petistas!
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  13. Mas me responda sinceramente DR., influente em quê?
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  14. eL bARTO,
    como o que importa nas relações exteriores, é o que a comunidade internacional acha, deixo aqui as palavras de um cientista politico estrangeiro sobre o poder de influencia de Lula:
    "Com um excelente Ministério das Relações Exteriores – conhecido como “Itamaraty”, o Brasil tem exercido a sua diplomacia com sutileza e eficácia. Na frente multilateral, a sua capacidade de construir alianças, de dar direção para a agenda internacional, e de tomar posição sobre as principais questões de governança global, tem se destacado. Ele tem mostrado isso no âmbito da OMC e as Nações Unidas, bem como na criação de (ou inclusão em) uma miríade de siglas como BRICs, BRICSAM, o IBAS, o G20+, o G4, o O5 e, principalmente, no G20 de liderança global (o “comite de direção da economia mundial”), lançado em Washington em Novembro de 2008, e cuja próxima reunião está sendo realizada em Toronto no final de junho. Ele também colocou seu dinheiro naquilo que prega: num momento em que muitos Ministérios de Relações Exteriores reduziram os orçamentos e as fecharam embaixadas, o Brasil, agarrando-se a que a diplomacia se tornou mais e não menos importante na era da globalização, fez o oposto. De 2003 a 2008, abriu 32 embaixadas no exterior, e agora tem 134.

    Na América Latina, também o Brasil tem desempenhado um papel fundamental. Tem sido a força motriz por trás de novas entidades, como a Unasul, que reúne todas as nações da América do Sul, e o associado da Conselho de Defesa Sulamericano, desenvolvido para oferecer uma alternativa para o agora obsoleto Tratado Interamericano de Assistência Recíproca. Ele assumiu a liderança em estabilizar o Haiti por meio da MINUSTAH, a primeira missão de paz da ONU formada por uma maioria de tropas latino-americanas e liderada por um general brasileiro. E está disposto a trabalhar com Washington, mas não se isso implica sacrificar princípios, tais como o regime democrático, como mostrado na crise hondurenha do ano passado.

    Em vez de ceder aos chamados imperativos da globalização, como tantas outras nações em desenvolvimento têm feito, Lula levou o Brasil a afirmar a sua autonomia e independência, estabelecendo as suas próprias condições para lidar com uma ordem internacional em mutação. O seu é o melhor exemplo do poder de atuação e iniciativa em política externa e diplomacia.
    (...) Lula foi mencionado para uma série dos principais postos internacionais, uma vez que deixe o cargo em 01 de janeiro de 2011 – de presidente do Banco Mundial ao de Secretário-Geral das Nações Unidas."

    resumindo, o poder de influencia de Lula consiste principalmente em ser um dos poucos governantes que não se sujeitam a palavra final de Whashington, junte o fato do Brasil ser uma economia importante, da qual os países ricos não podem abrir mão, ao fato da politica externa brasileira ter adquirido personalidade própria com o governo Lula, assim, o nosso país começou a ser ouvido!
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  15. o nome do cientista político é Jorge Heine, ocupa a Cátedra de Governança Global da Escola Balsillie de Assuntos Internacionais, é professor de Ciência Política da Universidade Wilfrid Laurier e Distinguished Fellow do Centro de Monitoramento Internacional de Inovação em Waterloo, Ontário.
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  16. Amigo, você arrasou no post. Não adianta bater boca, mesmo o país estando em uma ótima fase, o Lula sendo super elogiado como grande estadista que merececidamente vem se mostrando, sempre terão os comentários maldosos com o mesmo discurso de sempre: "presidente analfabeto, ignorante e monoglota". Queria eu ter passado fome na infância, ter comido calango frito, vindo de pau de arara para cidade grande, sem estudo nenhum e conseguir tanta projeção no mundo. Eu, e muitos outros, que o diga, para ter reconhecimento na academia tenho que ostentar meus títulos de mestre e doutora, fora os posdocs da vida. Tiro sim meu chapéu pro Lula (apesar de todoas as garfes que ele comete de vez em quando), porque de bobo, ignorante e ingênuo, ele não tem absolutamente nada. Burros são os que o acusam.
    Ge
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  17. Primeira vez aqui no blog e ja vi um post que vale a pena. Não tenho partido pq quem vota em partido é um troxa e vota no nome não no candidato. Por isso o país foi pra bosta! Votei no Lula no primeiro mandato inseguro e orgulhoso para o segundo mandato, pq este é o único presidente que fez o brasilleiro ter orgulho do país e do presidente dele. Esse bando de playboys ignorantes e cegos, nunca vão entender o tipo de política que o Lula fez. A diferença é que no Brasil o rico ganhou e o pobre miserável tb ganhou, diferente de todos os governos PSDBistas, como acontece aqui em São Paulo. Quem é da ZL e extrema Sul, sabe. DEM e PSDB governam e se preocupam somente com os bairros ricos.
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