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Os momentos mais épicos do Cinema em 2014.

Os momentos mais épicos do Cinema em 2014.

Essa lista é dedicada aos blockbusters, dando continuidade a retrospectiva de fim de ano, vamos relembrar os momentos mais épicos das grandes produções de 2014, aquelas cenas que geralmente fazem o público ovacionar e aplaudir de pé na sessão. Menções honrosas para a cena do elevador de Capitão América, o tiroteio no final de O Protetor e o Baseball Bat Man, a luta na lama, e a perseguição de carro de Operação Invasão 2 (o Top 10 inteiro podia ser desse filme, mas alguns poderiam achar exagero). Como sempre, é bom lembrar que a lista contém SPOILERS.

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10. O bafo atômico do Godzilla.

As maiores queixas contra Godzilla não são nem contra os personagens humanos mal desenvolvidos, e sim pelas poucas cenas do Rei dos Monstros, mas esse momento compensa muita coisa.

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09. A sequência de créditos de Anjos da Lei 2.

 Breves sneak peeks do que vem por aí. Quero todas as continuações, mais aquele cross over com MIB.

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 08. A sequência da Criação em Noé.

Não é um momento que leva o público ao delírio (a menos que você seja um criacionista doente que não tenha gostado das semelhanças com o Big Bang e Evolução),  mas sem dúvida, uma das sequências mais incríveis do ano.

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07.  Batalha da “Normandia high-tech” em No Limite do Amanhã.

Tom Cruise sempre demonstra uma intensidade incrível quando precisa correr, usando o traje mecânico e com uma metralhadora na mão a porra ficou séria.

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06. Hammer Girl no metrô em Operação Invasão 2.

Casa comigo e me potreje, Hammer Girl? <3

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05. Cena do Mar Vermelho em Êxodo: Deuses e Reis.

Sim, tivemos um revival dos épicos bíblicos que faziam sucesso nos anos 50, além de Noé, aqui temos um impressionante confronto entre Moisés e Ramsés enquanto o exército desse segundo é engolido pelo mar.

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04. Koba vai a Guerra em Planeta dos Macacos – O Confronto.

Koba combatendo os humanos, primeiro montado em um cavalo com duas metralhadores, depois em um tanque de guerra. Foda.

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03. Elfos e Anões contra orcs em O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos.

Quem me acompanha pelo twitter sabe que eu me decepcionei com a trilogia O Hobbit basicamente porque Peter Jackson tentou repetir a escala de O Senhor dos Anéis sem ter material para tanto, a maior prova disso é Batalha dos Cinco Exércitos que dá título a terceira parte que não consegue chegar nem próximo da inesquecível batalha pela Terra-Média nos Campos de Pelennor em O Retorno do Rei. Mas tem um momento no filme que se aproxima da experiência vivida em 2003, quando os anões fincam os escudos no chão e os elfos saltam sobre eles para atacar os orcs.

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02. Luta na cozinha de Operação invasão 2.

Rama contra “O Assassino” na cozinha numa longa luta que já começa intensa e assustadoramente consegue crescer até o final em brutalidade, o minuto final do confronto alcança um nível de velocidade, força e violência dos golpes que te dão a certeza de estar vendo um daqueles momentos memoráveis do cinema. Meus olhos lacrimejaram até.

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01. Mercúrio salva o dia em X-Men Dias de Um Futuro Esquecido.

Mas é outra cena em uma cozinha que ficou em primeiro lugar, por mais que eu tenha adorado Operação Invasão 2, é inegável que o momento em que o Mercúrio demonstra todas as suas habilidades é o mais incrível e memorável do ano, tenho certeza que a cena deixou a Marvel de cabelo em pé temendo as comparações com o mesmo Mercúrio (interpretado por outro ator) que eles decidiram incluir em Os Vingadores 2 A Era de Ultron. Joss Whedon terá que ralar muito para superar o que o Bryan Singer fez aqui.

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O Babadook deseja a todos um Feliz Natal!

O Babadook deseja a todos um Feliz Natal!

Para agradecer o bom recebimento da crítica e público ao filme, a IFC Midnight, distribuidora de “The Babadook” nos EUA divulgou essa  mensagem de Natal super fofa.

O filme ainda não tem data de lançamento no Brasil e provavelmente será lançado diretamente em home vídeo.

As Atrizes que ficaram nuas nos cinemas em 2014.

As Atrizes que ficaram nuas nos cinemas em 2014.

Chegamos a 4ª edição da lista mais plagiada do blog por c  e  r  t  o  s blogueiros, todos os anos eu a encontro copiada letra por letra, foto por foto em outros sítios, o que não abala os meus esforços em montá-la novamente a cada final de ano. Até porque essas atrizes que por amor a arte prestaram inestimáveis serviços a humanidade merecem serem homenageadas.

Antes de iniciar, é bom lembrar que fora das telonas, esse ano tivemos um ataque hacker histórico, não estou me referindo ao sofrido pela Sony, mas sim ao “The Fappenning” que vazou na web centenas de fotos de celebridades nuas, entre as atrizes estavam Kirsten Dunst, Teresa Palmer, Mary Elizabeth Winsted, Kailey Cuoco e é claro, a queridinha da América Jennifer Lawrence que pela quantidade de fotos vazadas, dedica todo o tempo livre a arte do nude selfie, mas não foi dessa vez que a Jennifer entrou na lista, como foi dito, trata-se de um vazamento e da invasão da privacidade das atrizes, ainda ficarei no aguardo da primeira cena de nudez dela em filme. Vamos a lista.

 Começando pela recém contratada para viver a vilã Alerquina no universo DC dos cinemas, Margot Robbie, que primeiro chamou minha atenção na comédia romântica Questão de Tempo, e no mesmo mês, para minha surpresa surgiu em um full frontal no O Lobo de Wall Street de Martin Scorsese.

Já no Scorsese falsificado do David O. Russell, Trapaça, os seios de Amy Adams surgem rapidamente. Espero que ela não trapaceie na próxima.

Outra Amy, a personagem de Rosamund Pike em Garota Exemplar, também surge com os seios de fora em uma cena que não mostrarei em detalhe para não soltar spoilers, assistam logo.

Continuando a seleção de seios, tem Sasha Grey em Perseguição Virtual (acostumem-se a ver pouco)…

…e as nacionais, Leandra Leal em O Lobo Atrás da Porta e…


Maria Ribeiro em Entre Nós.

16 anos após passar aquele gel no cabelo, Camenron Diaz continua provando não ter frescuras em topar fazer cenas altamente embaraçosas como essa em frente ao rabo do Jason Segel em Sex Tape. É dela também a primeira de várias cenas de “nudez dorsal” que tivemos esse ano.

Como a primeira cena de nudez de Dakota Fanning em Very Good Girls. Curti a bunda branca.

As outras foram Kate Hudson em Good People.

Nicole Kidman preocupantemente magra (e longe das belas cenas de nudez que ela já entregou) em Before I go to Sleep.

E por último, Olivia Wilde correndo pelos corredores de um hotel em Third Person. Quero aqui deixar um adendo porque em 2011 eu puxei uma vaia pra ela que usou mamilos digitais no filme “Eu queria ter a sua vida”, mas desde então, todos os anos ela figura na lista. Meus parabéns.

Além de encerrar as nudezes de costas, Olivia também inicia a seleção de atrizes que aparentemente não conseguem ficar vestidas, todo ano estão na lista por um ou mais filmes, como Emily Browning, desta vez no filme Plush. A propósito, ela foi mais uma das atrizes que tiveram fotos vazadas no The Fappenning, talvez seja esse o segredo dela, já fica nua todo o tempo, assim nem se preocupa com vazamento.

A outra figura carimbada é Juno Temple que aparece nua em nada mais nada menos que três filmes: O Pacto, Sin City A Dama Fatal e Afternoon Delight. Juno fica tanto nua que não ficaria surpreso se ela aparecesse como veio ao mundo em algum possível corte do diretor de Malévola.

Outra musa com carteirinha de sócia é Léa Seydoux com um full frontal em Grand Central. Faltou a Adéle Exarchopoulos. :(

Juliette Lewis também exibe um full frontal, só que reflexivo em Kelly & Cal.

Nunca consigo dizer se acho Tilda Swinton bonita, feia ou bizarra (acho que ela se equilibra bem entre os três), mas uma coisa é certa, aos 54 anos ela ainda exibe um corpão, como podemos ver em Amantes Eternos.

E é claro que o badalado Ninfomaníaca de Lars Von Trier não poderia faltar trazendo nudez e sexo explicito (mesmo que recriado come efeitos especiais e dublês) da veterana Charlotte Gainsbourg e das iniciantes Stacy Martin e Mia Goth (que rouba a cena por sinal).

A vice-queridinha da América Shailene Woodley me pegou de surpresa e surge nua em Pássaro Branco na Nevasca. Belos faróis.

E o meu top 3 se inicia com a deusa Eva Green fantástica em Sin City A Dama Fatal.

E encapetada em 300 A Ascenção do Império.

A lista deveria ser apenas de nudez em filmes, mas todos haverão de convir que a de Alexandra Daddario na série True Detective é uma exceção necessária. Dizem que a série é muito boa, mas depois do segundo episódio onde essa cena aparece eu não consegui me concentrar direito. Que absurdo de mulher.

Pois Daddario só não ficou no topo da minha preferência porque este também foi o ano do debute em nudez de Scarlett Johansson no excelente Sob a Pele. Ainda mais por ser uma nudez que quebra paradigmas, sendo bem natural e comum, por isso mesmo, perfeita.

Para as garotas que não se sentiram contempladas com a lista, esse ano teve nudez total de Ben Affleck em Garota Exemplar, Shia Labeouf em Ninfomaníaca e Wagner Moura em Praia do Futuro, além das parciais de Hugh Jackman em X-Men Dias de um Futuro Esquecido e até do coroa Lian Neeson em Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola. Agora evitem o filme Vizinhos se não quiserem ver a bunda do Seth Rogen.

Vídeo: Cena de Pulp Fiction recriada embaixo d’água.

Vídeo: Cena de Pulp Fiction recriada embaixo d’água.

Lembram daquela memorável briga de bar de Top Secret? Pois é, a gag ainda funciona.

 

Relógios em discos de vinil com silhuetas de personagens da cultura pop.

Relógios em discos de vinil com silhuetas de personagens da cultura pop.

Tentei resumir tudo no título, ficou meio deselegante, mas não importa, esses relógios de parede são simplesmente sensacionais. Quero.

Muito mais na Loja Virtual The Vinyl Eaters.

Trailer Re-Cut: A Árvore da Vida de Michael Bay.

Trailer Re-Cut: A Árvore da Vida de Michael Bay.

Com o lançamento do trailer de “Knight of Cups”, novo filme de Terrence Malick, resolvi fazer um ideia antiga de remontar o trailer de A Árvore da Vida apenas com imagens de filmes do Michael Bay. Confira no vídeo.

DC Comics faz capas alternativas de HQs em homenagem a filmes da Warner.

DC Comics faz capas alternativas de HQs em homenagem a filmes da Warner.

Em 2015, a DC Comics lançará algumas edições de suas HQs com capas alternativas em homenagem a filmes da Warner Bros, confira algumas abaixo:

Bill & Ted.

Free Willy.

O Máscara.

O Fugitivo.

Matrix.

Intriga Internacional.

2001 – Uma Odisseia no Espaço.

Operação Dragão.

O Mágico de Oz.

E o Vento Levou…

300 de Esparta.

Bullitt.

(A mais linda).

Vocês podem ver todas as 22 capas especiais no site da DC Comics clicando aqui e aqui.

Awesome Mix – As canções que embalaram os filmes de 2014.

Awesome Mix – As canções que embalaram os filmes de 2014.

Uma das coisas mais legais de Guardiões da Galáxia é o seu “Awesome Mix Vol. 01”, um mix de sucessos dos anos 70/80 que o herói Peter Quill recebeu da mãe ainda criança e que o acompanha em suas aventuras, assim, o diretor James Gunn conseguiu incluir todas as canções na diegese do filme.

Dito isso, resolvi incluir nas listas de retrospectiva, um “Awseome Mix” do Cinema 2014 com as canções que embalaram alguns dos principais filmes do ano, sejam originais do filme ou não. Ouçam abaixo.

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A música mais parodiada do ano.

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Releitura da canção original do clássico A Bela Adormecida.

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Eu lutei contra a lei. Peço perdão pelo vacilo.

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Mesmo para quem não gostou tanto do filme (como eu), é impossível não sair do cinema cantarolando.

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Momento que te tira totalmente do filme, ainda assim é a Jlaw fazendo cover do Paul.

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Timing perfeito.

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A única canção do filme em um dos poucos momentos de calmaria para os humanos.

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O heroísmo (e a desconstrução dele) é um tema recorrente do filme.

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A trilha também tem Bob Dylan e a perfeita “Please, Mr. Kennedy” onde o Isaac canta com Justin Timberlake e Adam Driver, mas resolvi escolher uma em que Llewin Davis brilha sozinho.

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Canção e performance hipnotizantes.

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Bonitinha.

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O minimo que podíamos esperar de um filme do diretor de Apenas uma Vez.

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Embalando o choro da geral.

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 Não é uma das minhas preferidas, mas muitos adoram.

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Com uma trilha que contém Coldplay, Arcade Fire, Wings e outras, fico com a canção que já embalava o filme desde o trailer.

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Ooga-Chaka Ooga-Ooga Ooga-Chaka Ooga-Ooga Ooga-Chaka Ooga-Ooga Ooga-Chaka Ooga-Ooga.

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O medley que encerra Jersey Boys deixando o público com um sorriso no rosto.

Papo de Cinema – Regras básicas para um found footage.

Papo de Cinema – Regras básicas para um found footage.

Uma coisa que eu venho percebendo é a confusão cada vez maior de público, crítica e por incrível que pareça, até mesmo dos cineastas em compreender o que é o estilo found footage, muitos cineastas que resolvem emprega-lo, na verdade realizam mockumentários (falsos documentários). Na verdade,  em teoria todo found footage é um documentário “mock”, dada a gama de possibilidades envolvidas na produção de um documentário, existem incontáveis formas de realizá-los, por outro lado, é preciso entender que nem todo “mock” é um found footage.

Dito isso, tentarei explicar em três regras básicas o que define um found footage puro, regras que se esquecidas, não necessariamente estragam o filme, mas automaticamente o transformam, no meu ponto de vista, apenas em um “mock.

Regras básicas para um bom found footage:

Regra #01 – Só deve ter uma câmera registrando tudo.

Talvez a mais simples e básica, o próprio nome do estilo já sugere uma filmagem crua encontrada, seja em um hd, fita ou película, portanto, mesmo que o operador da câmera mude durante o filme, a fidelidade ao estilo exige uma única câmera. Sim, a filmagem encontrada poderia ser de algo já trabalhado, editado e montado por alguém que por um acaso, abandonou a “obra”, mas isso atrapalha o próprio conceito, pois se a filmagem estava perdida, automaticamente implica que algo aconteceu para que ela fosse abandonada (por isso o estilo funciona tão bem em terror), então por via das dúvidas, estabeleça que a filmagem não foi mexida por ninguém, não sofreu uma “pós-produção” antes nem depois de ter sido encontrada, e essa já é a regra número 2.

Regra #02 – Não pode haver nenhum “indício” de montagem.

Regra casada com a primeira. Os cortes em um found footage devem ser apenas do tipo que implique que o operador desligou e religou mais adiante para economizar bateria ou porque não tinha nada para filmar realmente, qualquer indício de montagem, decupagem, inclusão de trilha sonora que não seja diegética, indica que alguém trabalhou na fita e acaba com o conceito de filmagem crua encontrada. Você pode imaginar que alguém encontrou várias fitas e resolveu montar tudo da forma que ele imaginou que aconteceu e lançar? Sim, mas aí não seria mais um found-footage, seria um mockumentário realizado a partir de várias supostas filmagens abandonadas encontradas.

Regra #03 – Precisa ter uma função narrativa.

Uma regra que serve na verdade para qualquer tipo de filme, tudo em um filme precisa exercer uma função, se não, precisa ser descartado do corte final (um salve para o Peter Jackson), mas se uma cena descartável pode passar despercebida pelo público médio em um filme convencional, em um found footage tudo fica mais frágil e quebra da suspensão da descrença é inevitável. É necessária uma razão plausível para ter alguém filmando tudo que está acontecendo e o público precisa acreditar nisso. Já é clichê no gênero em algum momento jogar a câmera no chão enquanto o operador está sendo devorado por um zumbi ou por um Dai Kaiju, não tem problema, é mais verossímil do que ver o cara continuar filmando nessa situação.

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Alguns filmes que respeitam o máximo possível essas três regras são A Bruxa de Blair, [REC] e Cloverfield, em todos temos apenas uma câmera, os cortes ocorrem na forma que eu citei lá na regra número 2 (Cloverfield tem um ótima sacada para incluir flashbacks em alguns momentos ao sugerir que a fita foi gravada por cima de uma filmagem mais antiga) e existe uma justificativa plausível para tudo estar sendo filmado, no primeiro são jovens filmando um documentário em uma floresta sobre uma lenda local, no segundo, uma jornalista e um camera man acompanhando uma equipe de bombeiros para uma reportagem e o terceiro, alguém está registrando uma festa de despedida de um amigo no momento em que um monstro gigante resolve atacar a cidade (certo, a maioria largaria a câmera em desespero, mas sim, podemos imaginar, principalmente no mundo de hoje, que muitos tentariam filmar o máximo possível).

Cloverfield e [REC], filmes que respeitam as regras do estilo.

Outros filmes que costumam aparecer em listas de found footages como a continuação de REC, Atividade Paranormal ou o mais recente The Sacrament não são, pois existem várias câmeras, seja em primeira pessoa ou câmeras de vigilância, em REC 2 tem até montagem paralela, até mesmo o pai dos found footages, Canibal Holocausto é na verdade um mockumentário sobre um found footage, pois tem um epílogo que revela o antropólogo que descobriu a fita, além de ter trilha sonora (mas foi formidável no sentido de que fez muita gente realmente acreditar nos canibais e empalamentos). Todos são exemplos de bons mockumentários, estão mais próximos de Incidente no Lago Ness (que emula de maneira genial um doc do Werner Herzog) ou mesmo Borat.


Atividade Paranormal e [Rec] 2, a regra é clara, não são found footages por possuírem múltiplas câmeras e montagens paralelas.

Canibal Holocausto, o pai dos found footage é na verdade um mockumentário sobre um found footage.

Ou seja, não sei se a intenção desses projetos era ser um found footage, se foi, embora não tenham sido bem sucedidos nisso, ao menos conseguiram se tornar interessantes como “mock”, pois a função narrativa não foi prejudicada. Diferente de filmes como o recente A Herdeira do Diabo que atropela tudo isso, não exerce uma função (a desculpa do marido para filmar é do tipo “benhêê, quero filmar todos os nossos momentos”),  e mesmo assim o filme ignora em vários momentos a câmera subjetiva do marido e acrescenta câmeras de vigilância, de outros personagens, inclusive traz uma fartura de momentos impossíveis de estarem sendo registrados por alguém que chamam automaticamente a atenção do espectador.

A Herdeira do Diabo que se pretende como um found footage, mas incluí na montagem, cenas de câmeras de segurança ou momentos como esse em que antes de acudir a esposa grávida com um faca, o marido primeiro posiciona a câmera para filmar tudo.

Se bem realizado, um found footage permite uma produção de baixíssimo orçamento com pompas de super produção, se Cloverfield fosse realizado de maneira convencional, sem dúvida, teria um orçamento de mais de 100 milhões de dólares, foi filmado com 30, a maioria tem orçamentos menores que 5 milhões de dólares. Mas é necessário entender as limitações do estilo, limitações que perpassam pelas três regras, e é claro uma boa história que mereça ser contada.

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Os piores títulos nacionais de produções estrangeiras em 2014.

Os piores títulos nacionais de produções estrangeiras em 2014.

Hora de lembrar a sempre duvidosa escolha de títulos de filmes pelas distribuidoras brasileiras, algo que é motivo de inúmeras discussões entre o público, seja quando é genérico, estúpido ou principalmente quando não tem absolutamente nenhuma relação com o filme. Vamos ao top 10 de títulos escrotos do ano.

Operação sombra: Jack Ryan (Jack Ryan: Shadow Recruit)

Depois de Além da Escuridão: Star Trek, parece que a Paramount gostou de colocar o subtítulo na frente do título, mas o problema não é nem esse, é que não tem nenhuma “operação sombra” no filme.

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November Man – Um espião nunca morre (The November Man).

Tudo bem que depois da franquia 007 e de O Alfaite do Panamá, o Brosnan parece não ter muitas ambições em se diversificar como ator, mas bem que a PlayArte podia dar uma ajudinha para ele e não tentar aproximá-lo ainda mais da estigma de James Bond.

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Juntos e misturados (Blended).

Ok, ok, “blended” é justamente “misturado”, mas acrescentar o junto é “porchatizar” demais.

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O que será de nozes? (The Nut Job).

Mais um trocadalho que parece ter saído direto de uma reunião com a turma do Casseta & Planeta.

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Era uma vez em Nova York (The Immigrant).

Pobre imigrante, sofreu ano passado no Festival do Rio onde foi traduzido como “O Imigrante”, quando o certo seria “A Imigrante” e esse ano no lançamento oficial, foi forçadamente colocado na franquia não-oficial ” Era uma Vez…”, só que Era uma vez na América já contava sua história em Nova Iorque e ainda tem isso, o certo é Nova Iorque ou New York, mas juntaram e misturaram as coisas.

Mesmo se nada der certo (Begin Again)
Mais uma franquia não-oficial provocada pela falta de originalidade, já tivemos Tudo Pode Dar Certo, Se Nada Mais Der Certo, Vai que Dá Certo e agora, Mesmo Se Nada Der Certo. Tá serto.

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Caçada mortal (A Walk Among the Tombstones).

O título original, em tradução literal, “Uma caminhada entre lápides” é bem estiloso, mas um título genérico parece sempre mais atrativo para as distribuidoras, né? Vai entender.

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Walt nos bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks).

Parece título de filme pornô ou a legenda de uma foto. Tosco.

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Um milhão de maneiras de pegar na pistola (A Million Ways to Die in The West).

Esse é sem dúvida o título mais espanta público do ano, quem vai chegar na bilheteria e pedir um milhão de maneira de pegar na pistola?

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Tudo por um furo (Anchorman 2).

Além de ser resultado daquele velho vicio dos trocadilhos, a distribuidora tenta enganar o público ao não mostrar que trata-se de uma continuação de “O Âncora”, foda-se se o público ficar confuso, o importante é ignorar porque o primeiro passou despercebido por aqui.

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